O SILÊNCIO DAS ASAS...

O SILÊNCIO DAS ASAS...
Este é um canal aberto pelo qual atrevo-me a deixar os sentidos em incubação até que eles transcendam e se transformem numa febre ardente,louca, amável e pensante,para que os olhos trafeguem livres por entre as imagens mudas sobre o grito das palavras soltas. Porém cada fragmento aqui lapidado tem cheiro de terra,jeito de arte, gosto de vida e sabor de pólem. São como as folhas esquecidas que choram no outono,é como um beijo liberto no vazio para que possa ser levado suavemente no assanhar colorido das asas inquietas das borboletas...(lucas)

O Silêncio das Asas

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Pequenas Reflexivas Urgencias...



Entre-linhas-de-cor-e-fusos-penas-pincéis,

fios de nuvens- matizes e pontos-pincelados,

novelos de sonhos, rocas de invenções e

bilros tonalizados, agulhas e fagulhas de idéias,

segredos costurados, vou fiando meus desejos,

tecendo meus dias, pintando e

bordando o mundo...

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

Mário Quintana




A luz de uma personalidade

superior brilha novamente;

sua influência se faz sentir

entre aqueles que crêem nela

e se reúnem à sua volta.

Um novo tempo começou

e com ele a boa fortuna.

Assim como o sol brilha

com redobrada beleza

após a chuva, ou a floresta

cresce mais verdejante

após um incêndio,

assim também a nova era

parece mais gloriosa

pelo contraste com a

miséria do período que passou.




‎Não ser ninguém a não ser você mesmo,
num mundo que faz todo o possível,
noite e dia, para transformá-lo em
outra pessoa, significa travar a
batalha mais dura que um ser humano
pode enfrentar;
e jamais parar de lutar.
Isso é viver...
é entender a vida,
é saber VIVER...

Contei meus anos e descobri que terei
menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino
que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente,
mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar
com mediocridades.
Não quero estar em reuniões
onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando
destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas
intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias
que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar
melindres de pessoas, que apesar da
idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos
que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos,
apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para
debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia,
quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos, não se considera
eleita antes da hora,
não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
o essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
MÁRIO DE ANDRADE

Nenhum homem se torna mais e mais puro,
é tudo apenas uma questão de maior manifestação.
O véu cai, e a pureza nativa da alma começa a manifestar-se.
Tudo já é nosso – a infinita pureza, liberdade, amor e poder.

No início,
eu queria um instante.
A flor.
Depois,
nem a eternidade me bastava.
E desejava a vertigem
do incêndio partilhado.
O fruto.
Agora,
quero apenas
o que havia antes de haver vida.
A semente...

Não permita

Não vamos permitir esquecer

a beleza do dia.

Por causa da tristeza.

Não vamos permitir

perder a esperança

Quando as lágrimas

não nos deixam

enxergar a beleza da vida no horizonte.

Continuemos!

E sempre avante!

Não vamos permitir que

as opiniões alheias t

enham mais

peso do que a nossa opinião

Continuemos!

Usemos o bom senso.

Não vamos permitir que um erro,

uma ilusão

Retirem a impressão do amor

que existe dentro de nosso coração.

Continuemos!

Acreditando que o verdadeiro amor

não machuca e nem destrói.

Só ele edifica, une,

reconcilia e constrói

Não vamos permitir

que uma decepção,

uma tristeza ou uma desilusão...

Apague a esperança

e o amor de nossos corações.

Não!

Tais sentimentos

são frutos dos castelos sem

bases firmes que criamos em

nossas fantasias.

Não esperemos muito do outro,

façamos a nossa parte.

Não vamos permitir que o julgamento

domine a nossa fala.

Seria muita falta de tato e sensibilidade...

Vamos passar a enxergar

o outro lado da mesma moeda.

Afinal, existem várias maneiras

de se enxergar o mesmo quadro.

Cada cabeça é um mundo.

Vamos respeitar.

Não vamos permitir que a lágrima

escorregue

por questões medíocres

ou menores.

Vamos olhar mais

para nosso interior e perceber

quanto

existe a ser reparado....

Vamos nos conhecer mais...

E assim aprenderemos amar mais

e compreender cada vez

mais

os mistérios ,

os segredos e

os encantos

da arte de viver...

Débora Acácio

A gente tem sede de infinito e de permanência,
então, esse ser que assegura a permanência das coisas,
é que eu chamo de Deus.
É o absoluto.

Adélia Prado

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Poética do dia!




Teu nome, voz das sereias,
Com timbre refinado do mais puro
Som da profundeza das águas...
Teu nome, o meu pensamento,
Imóvel... quieto em qualquer lugar...
Escrevi-o nas areias,
Na água - escrevi-o no vento...
E ele se vai...e ele se foiiii.... (Lucas)
Túmulo de Jesus em 360 graus ...

Vale a pena ver, é como se a gente estivesse lá.

Clique no Link abaixo:

The Holy Sepulchre Virtual Tour


http://www.360tr.com/kudus/kiyamet_eng/index.html



A felicidade sentava-se todos os dias
no peitoril da janela.
Tinha feições de menino inconsolável.
Um menino impúbere
ainda sem amor para ninguém,
gostando apenas de demorar as mãos
ou de roçar lentamente o
cabelo pelas faces humanas.
E, como menino que era,
achava um grande mistério
no seu próprio nome.

... compreendi, então, que a vida
não é uma sonata que,
para realizar a sua beleza,
tem que ser tocada até o fim.
Dei-me conta, ao contrário,
que a vida é um álbum de mini sonatas.
Cada momento de beleza vivido
e amado, por efêmero que seja,
é uma experiência completa que
está destinada à eternidade.
Um único momento de beleza e
amor justifica a vida inteira.
Rubem Alves

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade, para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei.
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso.
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo.
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento.

No silêncio eu busco uma palavra qualquer.
É o momento de encontrar uma certa placidez,
que costuma sair de cena nas horas mais improváveis.
Sigo me desdobrando,
esbaforido por aí no ramerrame cotidiano,
e demanda certo tempo
até eu conseguir me recompor de todo.
Isso porque tenho consciência do
meu ritmo parabólico de ser,
que vibra no cume do vértice antes de
perder força ladeira abaixo.
E cada um sabe como cair no tempo
ue lhe for conveniente.
Sei que me esgueiro entre as minhas aflições,
angústias e loucuras,
fruto de desesperos esparsos e intermitentes,
que eu tento comedir.
É que certas dores ainda me encabulam.
Só a luz noturna as conhece.
Onde meu mais íntimo eu me enfrenta com seriedade...
Mas este medo (se é que uma palavra possa
resumir esses muitos estados de espírito)
eu posso revelar: ele é provocado por um sentimento
novo que vem me visitar sem sobreaviso
da porta de casa. Se eu não atendo logo,
talvez esse meu novo sentir
se desmanche na liquidez das minhas incertezas.
Por isso, é mais prudente abrir o
portão e deixá-lo entrar.
Só que antes eu peço a gentileza de
me esperar por dez minutos.
É só o tempo para que eu consiga me
desopilar antes de abrir-lhe
as portas desta alma velha que vos fala.
Ainda preciso enxugar o riso molhado
do meu choro invisível.
Vontade de voltar pra casa ás vzs,
para o lugar mais incerto
De todas as minhas certezas...

Mel silvestre tirei das plantas,
Sal tirei das águas, luz tirei do céu.
Só tenho silencio para vos dar.
Abancai-vos, meus irmãos.
Ouçam-me os que puderem...
Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer
em nossa boca.
Sofreremos
alguma decomposição lírica até
o mato sair na voz.
Hoje eu desenho o cheiro das árvores. (MB)


EM MIM UM TANTO DE TERNURA

E UM TANTO DE BRAVURA.

TALVEZ EU SEJA FORTE POR TER NASCIDO

ENTRE AS MONTANHAS DOS

LUGARES ESQUECIDOS...

TALVEZ EU SEJA DOCE POR TER ME CRIADO

JUNTO AOS POMARES DO QUINTAL...

TALVEZ EU SEJA BRAVO,

POR PERTENCER A LINHAGEM

DOS QUE DESBRAVARAM E

E REVELARAM O VERDE PRADO

E AS COCHILHAS GELADAS DO PAMPA...

MAS TALVEZ EU NÃO SEJA NADA DISSO

E ESTEJA APENAS SEGUINDO...

E DESCOBRINDO QUEM SOU...(Lucas)


Então uma voz que eu não ouvia há muito tempo,
tanto tempo que quase não a reconheci
(mas como poderia esquecê-la?),
uma voz amorosa falou meu nome,
uma voz quente repetiu que sentia
uma saudade enorme, uma falta insuportável,
e que queria voltar,
pediu, para irmos às ilhas gregas como
tínhamos combinado naquela noite.
Se podia voltar, insistiu, para sermos felizes juntos.
Eu disse que sim, claro que sim, muitas vezes que sim,
e aquela voz repetiu e repetia que
me queria desta vez ainda mais,
de um jeito melhor e para sempre agora.
E logo tudo tornou-se silêncio
com os primeiros raios da manhã...

"Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista
em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita."

Carlos Drummond de Andrade

Quero apenas cinco coisas
Primeiro é o amor sem fim;
A segunda é ver o outono;
A terceira é o grave inverno;
Em quarto lugar o verão.
A quinta coisa são teus olhos,
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser, sem que me olhes.
Abro mão da primavera
para que continues me olhando.
Pablo Neruda
As poucas horas dissolvidas,
muitas vezes se fizeram dias.
Dias de atravessar noites ouvindo Nina Simone,
e o rouco Solitário do velho Blues
pra me sentir
mais meu e menos metade de mim...
e de alguém... (Lucas)

É Preciso acreditar mais, confiar mais ainda,
saber que nada é aleatório.
Às vezes uma determinada situação nos sacode,
vem nos tirar da inércia ou da acomodação,
e não é fácil, é sofrido,
às vezes uma metamorfose,
uma grande transformação...
E vamos que vamos!!!
Abraços fraternais! Lucas